Bi-quelato de zinco na ração de frangos reduz condenações de carcaça e eleva lucro do produtor, aponta estudo com 8 milhões de aves

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Na última quarta-feira (24 de junho de 2026), um estudo inédito sobre nutrição animal revelou que a qualidade da ração impacta diretamente a rentabilidade dos produtores de frango de corte. A pesquisa, que avaliou oito milhões de aves em condições comerciais, comprovou que a substituição do sulfato de zinco por bi-quelato de zinco com análogo hidroxilado de metionina na dieta das aves reduz problemas de pele e melhora a qualidade das carcaças, diminuindo as condenações em abatedouros.

Metodologia rigorosa: 8 milhões de frangos e parcerias estratégicas

O estudo intitulado *Zn–Methionine Hydroxy-Analogue Chelate supplementation improves carcass quality in broilers under commercial conditions* foi desenvolvido pela pesquisadora Ana C. Ferreira em parceria com a NOVUS, UFRGS e Bello Alimentos. Durante quatro meses, uma granja localizada na região Centro-Oeste do Brasil serviu como ambiente de testes, onde os pesquisadores monitoraram o desempenho das aves submetidas à nova formulação nutricional.

Impacto econômico: menos condenações, mais lucro

Os resultados indicaram que as aves alimentadas com bi-quelato de zinco apresentaram menor incidência de problemas tegumentares e musculares, condições que frequentemente levam à condenação de carcaças. Essa melhoria na qualidade do lote não apenas reduz perdas para os produtores como também pode elevar o valor de mercado da carne, devido à sua maior aceitação por parte das indústrias processadoras e consumidores finais.

Regulamentação e tendências no setor avícola

O estudo ganha relevância em um momento de crescente debate sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Com restrições cada vez mais rígidas à utilização de aditivos químicos, alternativas como os bi-quelatos surgem como soluções alinhadas às demandas por sustentabilidade e segurança alimentar. A pesquisa reforça a importância da inovação nutricional em um setor que movimenta bilhões e responde por cerca de 1,5% do PIB brasileiro.

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