Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, a colheita de café no Brasil segue em ritmo significativamente abaixo do esperado para o período, com as recentes precipitações atrapalhando o avanço das atividades nas lavouras. Segundo analistas do Cepea, a expectativa era de intensificação dos trabalhos a partir da segunda quinzena de maio, mas as chuvas — que costumam derrubar grãos e comprometer a qualidade — mantêm os produtores em alerta.
Arábica derrete 8% em maio e robusta registra leve alta
O cenário climático adverso tem reflexo direto nos preços. Até o dia 25 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica recuou 8% no mês, com média de R$ 1.666,98 por saca de 60 kg. A pressão vem do avanço da nova safra, que, mesmo com volume inferior ao projetado, já afeta as cotações. Para o robusta, a média do Indicador CEPEA/ESALQ (tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo) atingiu R$ 929,24 por saca, registrando alta de 1,33% no período — um movimento contrário ao observado no arábica.
Oferta excessiva em abril ainda pesa no mercado
Em abril, os preços do café haviam sofrido queda mais acentuada devido à maior oferta da safra 2025/26, mas agora passam por um processo de correção. A combinação de chuvas persistentes e estoques ainda elevados mantém o mercado volátil, com produtores e indústrias monitorando de perto a evolução das colheitas e os impactos na qualidade dos grãos.
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