Frio extremo dizima 83 bovinos em MS: pecuária brasileira em xeque diante de mudanças climáticas

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A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) confirmou, em boletim emitido nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, que pelo menos 83 bovinos morreram por hipotermia em decorrência da onda de frio que assolou Mato Grosso do Sul. Os óbitos foram registrados em cinco propriedades rurais, sendo quatro em Nova Andradina — onde 74 animais foram perdidos — e uma em Angélica, com nove mortes.

Frio intenso agrava crise na pecuária sul-matogrossense

Segundo a Iagro, as mortes não estão relacionadas a doenças, mas sim ao impacto direto das baixas temperaturas sobre o rebanho. A combinação de ventos frios e umidade prolongada agravou a hipotermia nos animais, especialmente em rebanhos não adaptados a condições tão rigorosas. A agência destacou que parte das perdas poderia ter sido evitada com medidas preventivas, como a suplementação alimentar adequada e a oferta de abrigos naturais ou artificiais.

Eventos climáticos extremos: o novo normal para o agro brasileiro

O ocorrido em MS reforça um padrão preocupante: os eventos climáticos cada vez mais severos estão se tornando um dos maiores desafios da pecuária nacional. Com invernos mais rigorosos e verões marcados por secas ou chuvas torrenciais, os produtores rurais enfrentam não apenas perdas econômicas, mas também a necessidade de adaptar suas práticas — um processo que exige investimentos em infraestrutura e manejo. A Iagro já orienta os pecuaristas a reforçarem os protocolos de proteção animal, mas a pergunta persiste: até quando o setor conseguirá acompanhar a velocidade dessas mudanças climáticas?

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