Gasolina com 32% de etanol chega aos postos: veja como a mudança afeta 5,5 milhões de carros não-flex

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Aumento do etanol na gasolina: o que muda para os motoristas?

Na próxima semana, os postos de combustível do Brasil começarão a vender gasolina com teor de etanol aumentado para 32%, conforme decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A nova composição, que entra em vigor em 1º de agosto, representa um incremento de dois pontos percentuais em relação à mistura anterior (30% de etanol). Embora a medida seja apresentada como uma estratégia para reduzir emissões, ela traz impactos significativos para os 5,5 milhões de veículos não-flex que circulam no país — cerca de 11% da frota nacional, segundo dados do Sindipeças.

Riscos para motores não adaptados à nova mistura

Os principais prejudicados serão os proprietários de carros movidos exclusivamente a gasolina, especialmente modelos importados ou veículos sem adaptação para teores mais altos de etanol. Especialistas ouvidos pela imprensa especializada alertam para possíveis danos acelerados em componentes do sistema de injeção e no motor, devido à maior corrosividade do biocombustível. Além disso, há relatos de que a nova gasolina pode reduzir a eficiência energética em até 2%, aumentando o consumo de combustível em viagens longas.

Alternativas e ações judiciais

Para minimizar os riscos, a gasolina premium (E25) é recomendada como a opção mais segura para veículos não-flex, por conter um teor de etanol já consolidado no mercado. Enquanto isso, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação judicial para suspender o aumento, argumentando que os testes realizados pelo governo foram insuficientes para garantir a segurança da nova mistura. A decisão judicial ainda está pendente, mas a medida já entrou em vigor conforme o cronograma estabelecido pelo CNPE.

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