Tag: agro

  • Boi gordo dispara para R$ 340/@ e pecuarista assume controle nas negociações do setor

    Boi gordo dispara para R$ 340/@ e pecuarista assume controle nas negociações do setor

    Oferta limitada sustenta alta da arroba

    Desde o início da semana, o mercado físico do boi gordo registra uma virada no jogo: a escassez de animais prontos para abate e a resistência dos frigoríficos em fechar negócios abaixo das referências têm impulsionado as cotações. Em São Paulo, já são observadas transações pontuais em R$ 340/@, segundo a Scot Consultoria, enquanto a Agrifatto aponta que a terceira semana de julho marca o início de uma fase de sustentação dos preços.

    Frigoríficos pressionados pela falta de boiadas

    A dificuldade em completar escalas de abate — impulsionada pela oferta restrita de animais terminados — tem deixado os frigoríficos em desvantagem nas negociações. Enquanto isso, os pecuaristas, que haviam amargado semanas de preços pressionados, voltam a ditar as regras no mercado.

    Consumo fraco não impede recuperação dos preços

    Apesar do cenário ainda preocupante para o consumo interno, a Safras & Mercado destaca que a oferta limitada segue como principal fator de sustentação dos preços. A combinação de demanda enfraquecida com a redução na disponibilidade de gado para abate cria um ambiente onde o produtor rural ganha cada vez mais força na mesa de negociações.

  • Tarifa dos EUA isenta café e frutas brasileiras, mas uvas continuam em risco

    Tarifa dos EUA isenta café e frutas brasileiras, mas uvas continuam em risco

    Na última terça-feira, 15 de julho de 2025, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou a lista de produtos brasileiros que sofrerão uma tarifa adicional de 25%, medida que afeta diretamente as exportações do agronegócio. No entanto, a decisão surpreendeu ao poupar setores-chave como café, frutas in natura e processadas, além de castanhas.

    Frutas e café escapam do impacto imediato

    A isenção abrange mais de 10 variedades de frutas — como laranja, manga, banana e abacaxi — além de suco de laranja, café verde, torrado e solúvel não aromatizado. Para o setor, a medida representa um alívio temporário, mas não elimina os riscos de longo prazo, especialmente em um cenário de crescente protecionismo global.

    Uvas e outros produtos ainda sob vigilância

    Embora a lista de exceções seja extensa, alguns produtos, como as uvas, permaneceram fora da proteção. Especialistas do agronegócio brasileiro alertam que a falta de isenção para esta fruta pode indicar pressões futuras sobre setores menos consolidados no mercado norte-americano. A decisão reforça a necessidade de diversificação das exportações e investimentos em acordos bilaterais.

    Consequências para o agronegócio brasileiro

    A medida dos EUA, que entrou em vigor no dia seguinte à publicação (16 de julho de 2025), reduz os impactos imediatos sobre as exportações brasileiras, avaliadas em US$ 27 bilhões anuais. No entanto, o episódio serve como um lembrete da vulnerabilidade do setor diante de políticas comerciais voláteis, exigindo estratégias de mitigação por parte dos produtores.

  • Ruiz Coffees negocia dívida bilionária: Justiça dá 60 dias para salvar segundo maior produtor de café do Brasil

    Ruiz Coffees negocia dívida bilionária: Justiça dá 60 dias para salvar segundo maior produtor de café do Brasil

    O Grupo Ruiz Coffees, segundo maior produtor de café do Brasil, enfrenta um dos momentos mais críticos de sua trajetória. Na última semana, a empresa obteve na Justiça uma medida cautelar que suspende, por 60 dias, a execução de suas dívidas, concedida pelo juiz Paulo Ro em 29 de junho de 2026. O prazo foi estabelecido para viabilizar negociações com credores e evitar a interrupção das operações agrícolas, essenciais para a manutenção da produção nacional de café.

    Reestruturação em dois fronts: fundo de garantia e venda de ativos

    A estratégia proposta pela Ruiz Coffees envolve a transferência temporária das fazendas oferecidas como garantia para um fundo controlado pelos credores. Nesse modelo, as propriedades continuariam arrendadas ao grupo, permitindo que a empresa mantivesse suas atividades produtivas normalmente. Paralelamente, a companhia estuda a venda de parte de suas terras como forma de reduzir o passivo financeiro e garantir liquidez imediata.

    Impacto na cafeicultura nacional e riscos do endividamento

    A Ruiz Coffees é responsável por uma fatia significativa da produção nacional de café, e uma eventual paralisação de suas operações poderia afetar não apenas a economia goiana — onde a empresa tem forte presença — como também os preços do produto no mercado internacional. Especialistas do setor alertam que, sem um acordo rápido, o risco de desabastecimento e desemprego na região seria iminente. A negociação, portanto, transcende a esfera financeira e se torna estratégica para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

  • Exportações brasileiras de café podem saltar 17% em 2026/27, mas qualidade é ameaçada por chuvas atípicas

    Exportações brasileiras de café podem saltar 17% em 2026/27, mas qualidade é ameaçada por chuvas atípicas

    Colheita recorde pode impulsionar vendas externas

    O Brasil, maior produtor e exportador global de café, projeta um crescimento de 17% nas exportações para o ciclo 2026/27, iniciado em julho de 2026, segundo anúncio feito na última quarta-feira, 14 de julho, pelo presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Márcio Ferreira. A previsão é de que as vendas externas atinjam 45 milhões de sacas de 60 kg, recuperando patamares próximos ao registrado em 2024/25, quando o país exportou 45,6 milhões de sacas.

    Chuvas atípicas ameaçam qualidade dos grãos

    Apesar do otimismo com o volume, o setor enfrenta desafios na qualidade dos cafés devido a chuvas inesperadas durante a colheita. Segundo Ferreira, as precipitações — influenciadas pelo fenômeno El Niño — ocorreram em junho, período tradicionalmente seco na região produtora, comprometendo a secagem e a uniformidade dos grãos. “O momento foi inapropriado para chuvas”, afirmou o executivo, destacando que a umidade excessiva pode reduzir o valor de mercado do produto brasileiro no exterior.

    Recuperação após crise de oferta e tarifas nos EUA

    O crescimento projetado para 2026/27 representa uma virada em relação ao ciclo 2025/26, quando as exportações brasileiras foram afetadas tanto pela menor oferta quanto pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos, principal destino do café nacional. A retomada das vendas externas sinaliza uma possível estabilização do mercado, mas depende da resolução dos problemas de qualidade identificados recentemente.

  • Argentina x Inglaterra na Copa: e no agro, quem leva a melhor?

    Argentina x Inglaterra na Copa: e no agro, quem leva a melhor?

    Do futebol ao agro: dois modelos, um palco

    Na noite desta quarta-feira, 15 de julho de 2026, às 16h (horário de Brasília), as seleções da Argentina e da Inglaterra entram em campo em Atlanta para a semifinal da Copa do Mundo. Mas, antes mesmo do apito inicial, um outro embate já é travado — nos bastidores do agronegócio global. Enquanto o esporte testa resistência física e estratégia, a agricultura e a indústria alimentícia revelam uma disputa de modelos econômicos diametralmente opostos: de um lado, a força bruta da produção em volume; do outro, a precisão do controle sobre valor estratégico.

    A Argentina: gigante das commodities e do agro exportador

    O país platino se destaca por uma base produtiva colossal. Com cerca de 116 milhões de hectares de terras agrícolas — equivalente a quase três vezes o território do Reino Unido —, a Argentina é uma potência na produção de commodities. Soja, milho, trigo e carne bovina não são apenas produtos de exportação: são pilares da balança comercial e da segurança alimentar global. Em 2025, o país foi responsável por 12% das exportações mundiais de soja em grão e 7% do milho, segundo dados da FAO. O modelo argentino prioriza a escala, com fazendas gigantescas e uma cadeia logística otimizada para escoar volumes massivos a preços competitivos. Contudo, esse sistema é vulnerável a oscilações de preços internacionais e depende fortemente de moedas estrangeiras.

    A Inglaterra: especialização e valor agregado como armas

    Do outro lado, a Inglaterra representa o oposto: uma cadeia alimentar altamente tecnificada, com foco em segurança alimentar, rastreabilidade e inovação. Embora possua apenas 1,8 milhão de hectares agrícolas — menos de 2% do tamanho da área argentina —, o país domina os elos de maior valor na indústria de alimentos: processamento, certificação, marketing e distribuição. A Inglaterra é líder em exportações de produtos alimentícios premium, como queijos artesanais, vinhos de alta gama e carnes premium, além de ser um hub de pesquisa agropecuária, com tecnologias avançadas de agricultura de precisão e biotecnologia. Em 2025, o setor agroalimentar inglês movimentou US$ 180 bilhões, com um superávit comercial de US$ 12 bilhões — números impensáveis para a Argentina, que, apesar da escala, registrou déficit na balança agroalimentar no mesmo período.

    Quem realmente ganha? Depende do que se mede

    A resposta não é binária. Se o critério é volume produzido e participação no mercado global de commodities, a Argentina leva vantagem clara. Com terras vastas e clima favorável, o país consegue abastecer mercados emergentes e garantir divisas. Mas, se a métrica é eficiência econômica, inovação e controle sobre a cadeia de valor, a Inglaterra se destaca. Enquanto a Argentina exporta commodities a preços voláteis, a Inglaterra vende produtos finais com margens estáveis e alta demanda em nichos premium. Além disso, a Inglaterra detém o controle sobre marcas globais, padrões sanitários e tecnologias que definem o futuro da alimentação — um ativo muito mais valioso no longo prazo.

    As consequências para o Brasil e o mundo

    Esse duelo entre modelos tem implicações diretas para o Brasil, maior exportador de commodities do mundo. Se a Argentina simboliza a força bruta do agro, o país vizinho serve como um espelho para o futuro do setor no Brasil: será possível conciliar escala com inovação? E, mais importante, quem dominará a próxima fronteira da alimentação global? Seja como for, uma coisa é certa: enquanto Argentina e Inglaterra se enfrentam nos gramados, o verdadeiro jogo — e o futuro da segurança alimentar — já está sendo decidido nos campos agrícolas.

  • Eraí Maggi: Carne bovina mais cara reflete demanda global e redução de rebanho nos EUA

    Eraí Maggi: Carne bovina mais cara reflete demanda global e redução de rebanho nos EUA

    Agro brasileiro enxerga alta global da carne bovina

    O aumento dos preços da carne bovina, que vem impactando o bolso do consumidor brasileiro, tem uma explicação que vai além das fronteiras nacionais. Em entrevista concedida em Mato Grosso nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, o produtor rural Eraí Maggi, um dos maiores nomes do agro brasileiro, vinculou a valorização do produto ao cenário internacional da pecuária.

    Redução do rebanho nos EUA impulsiona demanda por carne brasileira

    Maggi destacou que a diminuição do rebanho bovino nos Estados Unidos — um dos principais produtores globais — ampliou a procura pela carne brasileira no mercado internacional. Segundo o executivo, esse movimento natural de valorização não é exclusividade do Brasil e reflete um cenário de escassez relativa no setor.

    “A carne bovina tem um valor mais elevado que outras proteínas, mas não é assim tão cara quanto o mercado quer fazer parecer”, afirmou Maggi, durante coletiva após agenda sobre os primeiros meses da gestão estadual.

    Consumidor brasileiro tem alternativas, mas o debate deve incluir poder de compra

    Questionado sobre a percepção de que Mato Grosso, um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, ainda assim enfrenta preços elevados, Maggi defendeu que o consumidor brasileiro conta com opções mais acessíveis, como carne suína e frango. No entanto, ele ressaltou que o debate sobre os preços deve considerar também o poder de compra da população, especialmente em um contexto de inflação persistente.

  • Justiça de MT suspende leilão de fazenda após frustração de safra por evento climático

    Justiça de MT suspende leilão de fazenda após frustração de safra por evento climático

    Justiça acata alegação de força maior e protege ativo produtivo

    A decisão liminar, proferida na última quarta-feira (9/7), determinou a suspensão imediata de sete execuções judiciais movidas pelo Banco do Brasil contra um produtor rural de Mato Grosso. Além de vedar o leilão judicial da fazenda — principal fonte de receita do agricultor —, a Justiça proibiu novos bloqueios de contas via SISBAJUD e quaisquer atos executivos até análise definitiva do mérito.

    Evento climático excepcional justifica proteção legal

    O juízo de primeira instância considerou que a frustração da safra não decorreu de negligência ou má-fé do produtor, mas sim de um evento climático extraordinário. A decisão alinha-se à legislação que prevê o alongamento de dívidas rurais em casos de força maior, como secas prolongadas ou chuvas intensas, resguardando a viabilidade econômica do empreendimento agrícola.

    Impacto da decisão para o setor rural e bancos

    A medida judicial reforça um precedente importante para o agronegócio brasileiro, sobretudo em um cenário de crescente instabilidade climática. Para o produtor, a suspensão evita a perda do imóvel e mantém a continuidade da atividade. Já para o Banco do Brasil, a decisão impõe a necessidade de reavaliar estratégias de recuperação de crédito em setores vulneráveis a fenômenos naturais, sugerindo possíveis ajustes em políticas de renegociação de dívidas.

  • Colheita de café segue abaixo da média em julho de 2026: atrasos e El Niño ameaçam safra

    Colheita de café segue abaixo da média em julho de 2026: atrasos e El Niño ameaçam safra

    A colheita de café no Brasil, embora tenha ganhado impulso nas últimas semanas com a melhora do clima seco, ainda patina abaixo das médias históricas para esta época do ano. Segundo dados do Cepea, as atividades seguem atrasadas em comparação a 2025, quando muitas regiões já haviam superado a marca de 50% da safra colhida em julho.

    Chuvas em junho frearam o ritmo, e El Niño pode piorar

    Os atrasos acumulados em junho, quando chuvas atípicas atingiram áreas produtoras como Minas Gerais e Espírito Santo, ainda refletem nos números atuais. Pesquisadores do Cepea alertam que o fenômeno El Niño, que tende a elevar as temperaturas nas regiões cafeeiras, pode agravar a situação, comprometendo tanto a quantidade quanto a qualidade dos grãos nos próximos meses.

    Qualidade dos cafés colhidos é a nova preocupação

    Além da lentidão na colheita, o setor enfrenta incertezas quanto à qualidade dos cafés já colhidos. A combinação de umidade residual e calor antecipado pode favorecer a proliferação de doenças fúngicas, reduzindo o valor comercial dos grãos. Produtores consultados pelo Cepea relatam que várias praças sequer alcançaram metade da colheita, um cenário que contrasta com o ritmo acelerado do ano passado.

  • Aleksandro: a paixão pelo Pantanal que ia além dos palcos sertanejos

    Aleksandro: a paixão pelo Pantanal que ia além dos palcos sertanejos

    Na última quarta-feira, 8 de julho de 2026, relembramos a trajetória de Aleksandro, cantor sertanejo que faleceu em 7 de maio de 2022, mas deixou um legado profundo no coração dos fãs e do universo country. Sua conexão com o campo não era apenas figurativa: o artista mantinha uma fazenda no Pantanal, próxima a Campo Grande (MS), comprada em 2020 durante a pandemia.

    Um refúgio rural entre shows e família

    A propriedade, que se tornou um dos grandes refúgios de Aleksandro, abrigava sua rotina junto à esposa, Tatiele Toro, e aos filhos, Noah e Maya. Nas redes sociais, o cantor compartilhava momentos genuínos: conduzindo gado, montando a cavalo, pescando e vivendo a essência do Pantanal. Esses registros não eram mera encenação, mas a expressão de uma paixão cultivada desde a infância.

    Do agro à música: uma trajetória enraizada no campo

    Nascido em Dourados (MS), Aleksandro cresceu cercado por fazendas de gado de corte e pastagens. Sua formação em Agronomia reforçava ainda mais o vínculo com a terra. A fazenda no Pantanal não era um mero hobby, mas um projeto de vida que unia sua identidade sertaneja à sua essência mais profunda: a de homem do campo.

  • Grutos disparam na Bolsa de Chicago: seca nos EUA e demanda chinesa elevam preços a patamares históricos

    Grutos disparam na Bolsa de Chicago: seca nos EUA e demanda chinesa elevam preços a patamares históricos

    Clima nos EUA e demanda chinesa impulsionam alta nos grãos

    A Bolsa de Chicago encerrou a segunda-feira (6 de julho de 2026) com fortes valorizações nos principais contratos futuros de grãos, refletindo um cenário de incerteza climática e expectativas de maior demanda internacional. Segundo a DATAGRO, a soja subiu 4,5%, o milho avançou 3,7% e o trigo fechou com ganho de 2,6%, com o movimento sendo puxado pela seca que afeta o oeste do Corn Belt — a região mais produtiva dos Estados Unidos — e pela projeção de um aumento nas exportações para a China.

    Safra 2026/27 em risco: impacto nas lavouras e nos custos globais

    O momento é crítico para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, com produtores, exportadores e investidores monitorando as condições climáticas nas próximas semanas. A seca prolongada na principal região agrícola dos EUA reduz as perspectivas de produtividade, enquanto a demanda chinesa — principal importadora de grãos — segue em alta, pressionando os preços para cima. Especialistas alertam que, se o cenário se mantiver, os custos globais de alimentos podem sofrer novo impacto, especialmente em países dependentes de importações.

    O que esperar dos mercados nas próximas semanas?

    Com a safra 2026/27 ainda em fase inicial nos EUA, a volatilidade no mercado de grãos deve persistir. Analistas da DATAGRO destacam que, além do clima, fatores como políticas comerciais chinesas e estoques globais serão determinantes para a formação de preços. Enquanto isso, países como Brasil e Argentina — principais concorrentes no abastecimento global — podem se beneficiar da alta, mas também enfrentam desafios climáticos próprios.