Vivo planeja desativar rede 2G para acelerar 5G, mas desafios técnicos e corporativos atrasam desligamento

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A Vivo anunciou que buscará desativar sua rede 2G “o quanto antes for possível”, conforme declarado pelo CEO Christian Gebara durante coletiva de resultados financeiros realizada na última terça-feira (28 de julho de 2026). A medida visa reduzir os altos custos operacionais do sistema legado e liberar espectro de frequências para aprimorar as redes 4G e 5G.

Por que o desligamento do 2G ainda não é uma realidade?

Apesar da urgência, o cronograma para o encerramento do serviço ainda enfrenta obstáculos significativos. O principal deles é a dependência de milhões de dispositivos corporativos e sistemas de Internet das Coisas (IoT) que ainda operam exclusivamente em 2G. Segundo dados de maio de 2026, enquanto o 4G responde por 64,4% das conexões e o 5G já alcança 23,9%, o 2G ainda mantém 6,7% da base de usuários, majoritariamente em aplicações empresariais.

Impacto da transição: custos x inovação

A migração para tecnologias mais avançadas não é apenas uma questão de modernização, mas de viabilidade econômica. Manter a infraestrutura 2G consome recursos que poderiam ser direcionados para expandir cobertura 5G e reduzir a latência em serviços críticos. No entanto, a Vivo precisa equilibrar essa transição com a garantia de continuidade operacional para clientes que ainda dependem do sinal antigo, especialmente em setores como telemetria, segurança e automação industrial.

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