Armazenagem agrícola brasileira bate recorde: 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025

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Expansão modesta mas significativa em meio a desafios estruturais

Na data de referência de hoje (11/06/2026), dados do segundo semestre de 2025 revelam que a capacidade útil de armazenagem agrícola no Brasil alcançou 233,8 milhões de toneladas, um crescimento de 1,1% em relação ao primeiro semestre daquele ano. O número de estabelecimentos ativos na pesquisa subiu para 9.668 unidades — alta de 0,5%, mas ainda insuficiente para atender à demanda crescente do setor.

Regionalização: Norte lidera crescimento, Sul recua

Enquanto a Região Norte expandiu sua capacidade em 4,7% (o maior avanço nacional), o Sul foi o único a registrar queda no número de unidades armazenadoras. O Nordeste (+1,9%), Sudeste (+1,5%) e Centro-Oeste (+0,3%) completam o cenário, sinalizando uma distribuição desigual dos investimentos — reflexo de políticas públicas e demanda local.

Estoques estratégicos: milho lidera, mas soja e trigo pressionam

Dos cinco principais produtos monitorados em 31 de dezembro de 2025, o milho responde por 22,8 milhões de toneladas estocadas (43% do total monitorado), seguido pela soja (7,3 milhões) e trigo (6,0 milhões). Arroz e café somam 3,7 milhões de toneladas, mas juntos representam menos de 10% do volume total — um indício de priorização de commodities de exportação.

Agro e geopolítica: por que Japão, EUA e Europa também se beneficiam

A capacidade brasileira não atende apenas ao mercado interno. Com a safra recorde de 2025, o país se tornou peça-chave em negociações internacionais, especialmente durante a Copa do Mundo daquele ano. A logística de armazenagem, no entanto, segue como ponto crítico: gargalos na colheita e escoamento podem custar bilhões em negócios, como demonstrado pela convergência entre o agro brasileiro e os interesses de potências como Japão, EUA e Europa.

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