Autor: Roberto Neves

  • Gasolina com 32% de etanol chega aos postos: veja como a mudança afeta 5,5 milhões de carros não-flex

    Gasolina com 32% de etanol chega aos postos: veja como a mudança afeta 5,5 milhões de carros não-flex

    Aumento do etanol na gasolina: o que muda para os motoristas?

    Na próxima semana, os postos de combustível do Brasil começarão a vender gasolina com teor de etanol aumentado para 32%, conforme decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A nova composição, que entra em vigor em 1º de agosto, representa um incremento de dois pontos percentuais em relação à mistura anterior (30% de etanol). Embora a medida seja apresentada como uma estratégia para reduzir emissões, ela traz impactos significativos para os 5,5 milhões de veículos não-flex que circulam no país — cerca de 11% da frota nacional, segundo dados do Sindipeças.

    Riscos para motores não adaptados à nova mistura

    Os principais prejudicados serão os proprietários de carros movidos exclusivamente a gasolina, especialmente modelos importados ou veículos sem adaptação para teores mais altos de etanol. Especialistas ouvidos pela imprensa especializada alertam para possíveis danos acelerados em componentes do sistema de injeção e no motor, devido à maior corrosividade do biocombustível. Além disso, há relatos de que a nova gasolina pode reduzir a eficiência energética em até 2%, aumentando o consumo de combustível em viagens longas.

    Alternativas e ações judiciais

    Para minimizar os riscos, a gasolina premium (E25) é recomendada como a opção mais segura para veículos não-flex, por conter um teor de etanol já consolidado no mercado. Enquanto isso, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação judicial para suspender o aumento, argumentando que os testes realizados pelo governo foram insuficientes para garantir a segurança da nova mistura. A decisão judicial ainda está pendente, mas a medida já entrou em vigor conforme o cronograma estabelecido pelo CNPE.

  • Compressor recondicionado pintado engana consumidor: mecânico alerta para ‘peça de retorno’ na manutenção automotiva

    Compressor recondicionado pintado engana consumidor: mecânico alerta para ‘peça de retorno’ na manutenção automotiva

    A cor preta fosca que reveste compressores de ar-condicionado recondicionados não é apenas um detalhe estético. Ela esconde um alerta para motoristas: a peça pode não ser nova, mas sim um componente de qualidade duvidosa, pronto para falhar em poucas semanas de uso.

    O truque da pintura e suas consequências

    Em vídeo que viralizou na última semana, um mecânico especializado em sistemas de ar-condicionado (@suppmydude1) desmascarou a prática comum nas oficinas. Ao apresentar um compressor retirado da embalagem e coberto por tinta preta fosca, o profissional destacou que se tratava de uma peça recondicionada — e não nova, como muitos consumidores imaginam.

    O que é ‘retorno’ e quem paga o preço?

    No jargão automotivo, o termo ‘retorno’ refere-se ao ciclo vicioso de manutenções repetidas. Para o proprietário do veículo, isso significa enfrentar novamente a falta de refrigeração do ar-condicionado e ter o carro parado na oficina. Para o mecânico, representa prejuízo duplo: o custo de refazer o serviço e a perda de confiança do cliente. Em casos extremos, a falha pode danificar todo o sistema, elevando ainda mais os gastos.

    Por que o problema persiste no mercado?

    A prática de recondicionar peças pesadas, como compressores, alternadores e motores de partida, é comum no setor automotivo. No entanto, a pintura agressiva — muitas vezes com tinta preta fosca — é usada para disfarçar a origem duvidosa do componente. Enquanto isso, oficinas sérias enfrentam a concorrência desleal de estabelecimentos que priorizam o lucro imediato em detrimento da qualidade e segurança do consumidor.

  • Windows 11 ganha prioridade estratégica: Microsoft mira IA e fundamentos para revolucionar o sistema operacional

    Windows 11 ganha prioridade estratégica: Microsoft mira IA e fundamentos para revolucionar o sistema operacional

    Microsoft acelera transformação do Windows 11 em plataforma de IA

    Em videoconferência para discutir os resultados trimestrais da empresa divulgados nesta semana, o CEO Satya Nadella destacou que a Microsoft está direcionando esforços para consolidar o Windows 11 como o principal ambiente para computação avançada e inteligência artificial. Segundo o executivo, os investimentos priorizam não apenas a estabilidade do sistema, mas também a criação de um ecossistema capaz de suportar aplicações de IA de ponta, alinhado à visão de “inteligência ilimitada”.

    Melhorias técnicas já em andamento: Barra de Tarefas móvel e Cloud Rebuild

    As recentes atualizações do Windows 11 — como a Barra de Tarefas móvel e o Cloud Rebuild — refletem essa estratégia, segundo Nadella. Essas mudanças, ainda em fase de implementação, buscam aprimorar a experiência do usuário e preparar o sistema para demandas cada vez mais complexas, especialmente aquelas relacionadas à nuvem e à IA. A Microsoft sinaliza que o Windows 11 não é apenas um sistema operacional, mas uma base para inovações futuras.

    Segurança e fundamentos como pilares da nova fase

    O foco em qualidade e segurança não é casual: na prática, a empresa busca corrigir falhas históricas do Windows, como vulnerabilidades frequentes e instabilidade em atualizações. A estratégia de Nadella sugere uma guinada em direção a um produto mais robusto, capaz de competir não só com sistemas concorrentes, mas também com as expectativas crescentes de usuários e empresas em um cenário de transformação digital acelerada.

  • Google lança no Brasil o Gemini Spark: IA pessoal 24h para automatizar tarefas

    Google lança no Brasil o Gemini Spark: IA pessoal 24h para automatizar tarefas

    O Google expandiu para o Brasil o Gemini Spark, um agente de inteligência artificial pessoal projetado para funcionar 24 horas por dia, automatizando tarefas cotidianas sem necessidade de supervisão constante. Lançado nesta sexta-feira (31/07), o serviço se integra ao ecossistema do Google — como Gmail, Docs e Planilhas — para executar atividades como organizar reservas de voos e hotéis, revisar faturas de cartão de crédito ou até mesmo redigir rascunhos de respostas.

    Automação sem limites: como o Spark funciona

    O Gemini Spark opera em segundo plano, recebendo comandos pré-programados e executando-os de forma autônoma. Por exemplo, um usuário pode configurá-lo para adicionar automaticamente dados de reservas a uma planilha ou analisar gastos mensais em cartões. Diferente de assistentes convencionais, o Spark não exige que o aplicativo permaneça aberto ou que o usuário monitore o processo.

    Disponibilidade restrita aos planos premium

    O serviço está acessível apenas para assinantes dos planos AI Ultra (R$ 779,90/mês) e AI Pro (R$ 96,99/mês). O lançamento no Brasil chega meses após o anúncio do Spark durante o Google I/O 2026, realizado em maio deste ano, quando a empresa destacou o potencial da ferramenta para aumentar a produtividade de profissionais e gestores.

    Impacto no mercado de IA e automação

    A chegada do Gemini Spark ao Brasil reforça a estratégia do Google de popularizar agentes de IA capazes de substituir tarefas repetitivas. Com a crescente demanda por automação em ambientes corporativos e pessoais, a ferramenta pode se tornar um diferencial para quem busca otimizar tempo e reduzir erros manuais. No entanto, o alto custo dos planos premium levanta questionamentos sobre acessibilidade em um mercado ainda em consolidação.

  • Licenciamento SP 2026: hoje é último dia para placas 1 e 2; multa e guincho aguardam quem não regularizar

    Licenciamento SP 2026: hoje é último dia para placas 1 e 2; multa e guincho aguardam quem não regularizar

    O prazo para o licenciamento obrigatório de veículos de passeio em São Paulo com placas finais 1 e 2 se encerra nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026. Quem não regularizar a situação até o fim do expediente estará sujeito a penalidades severas a partir de sábado, 1º de agosto.

    Multa de R$ 293,47 e até 7 pontos na CNH

    Circular com o licenciamento vencido configura infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A fiscalização, a partir de amanhã, aplicará multa no valor de R$ 293,47, registrará 7 pontos na carteira de habilitação do condutor e determinará a remoção do veículo para o pátio, até a quitação de todos os débitos pendentes.

    Taxa única de R$ 174,08 e procedimento 100% digital

    A quitação do licenciamento 2026 em São Paulo custa R$ 174,08 para todos os tipos de veículos e pode ser feita exclusivamente pela internet. O pagamento é realizado via Pix ou pelo sistema de internet banking dos bancos credenciados, bastando informar o número do Renavam. A regularização também exige a quitação integral do IPVA 2026.

    Risco iminente para quem deixar para depois

    Com o fim do prazo nesta sexta-feira, a orientação aos proprietários é não adiar a regularização. A partir de amanhã, as fiscalizações intensificarão a fiscalização, tornando o licenciamento irregular uma das principais causas de autuações e transtornos no trânsito paulista.

  • Mitsubishi aplica R$ 2,4 bi na Tailândia para picapes híbridas até 2030

    Mitsubishi aplica R$ 2,4 bi na Tailândia para picapes híbridas até 2030

    Fábrica tailandesa será base global para veículos eletrificados

    A Mitsubishi confirmou na última sexta-feira (31/07/2026) um aporte de 16 bilhões de baht (R$ 2,4 bilhões) na Tailândia para adequar sua principal unidade produtiva à fabricação de veículos híbridos. O investimento, anunciado em comunicado do governo local, representa uma virada estratégica para a marca, que busca expandir sua linha de picapes com tecnologias de eletrificação.

    Triton híbrida chega em 2030 com motor 2.4 turbodiesel

    A picape Triton, carro-chefe da Mitsubishi no segmento, receberá adaptações na plataforma atual para suportar um sistema híbrido de 2.4 turbodiesel. A decisão prioriza uma transição gradual para a eletrificação, sem pular diretamente para soluções 100% elétricas. A montadora estuda ainda a viabilidade de exportar os modelos híbridos para outros mercados, aproveitando a infraestrutura tailandesa.

    Novo Pajero ganha versão eletrificada antes de 2030

    Além da Triton, o novo Pajero também será incorporado ao plano de eletrificação. O SUV, que deve ser lançado ainda em 2026, ganhará opções híbridas na linha de produção tailandesa. A estratégia reflete uma tendência do mercado asiático, onde a Mitsubishi concentra grande parte de sua produção global.

  • Jeep Compass Blackhawk flex: etanol impulsiona desempenho e reduz custo por km em teste

    Jeep Compass Blackhawk flex: etanol impulsiona desempenho e reduz custo por km em teste

    Motor 2.0 turbo se adapta ao etanol sem perder fôlego

    O Jeep Compass Blackhawk, lançado há dois anos com motorização exclusivamente a gasolina, ganha versão flex a partir de agora. O motor 2.0 turbo, que já entregava 270 cv com gasolina, mantém a mesma potência ao rodar com etanol, segundo os testes realizados em condições urbanas e rodoviárias. A adaptação incluiu ajustes na injeção eletrônica e mapeamento da ECU, garantindo que a perda de desempenho — comum em motores não preparados para etanol — não ocorra.

    Etanol supera gasolina em eficiência nos preços atuais

    Em um comparativo realizado na sexta-feira (31/07), o consumo médio do Compass Blackhawk flex foi de 8,5 km/l com gasolina e 6,2 km/l com etanol na cidade, enquanto na estrada os números foram 11,2 km/l e 8,1 km/l, respectivamente. Considerando os preços médios praticados em julho de 2026 (R$ 5,80 o litro da gasolina e R$ 3,90 o etanol), o custo por quilômetro rodado cai de R$ 0,52 para R$ 0,48 com o uso do combustível vegetal — uma economia de 8%.

    Flexibilidade vira padrão, até em modelos premium

    Os carros flex representam 85% das vendas de veículos leves no Brasil, segundo dados do setor. A tendência se estende a marcas premium: a BMW, por exemplo, já oferece o Série 3 nacional com opção flex, enquanto a GWM recentemente adaptou o Haval H6. No caso do Compass Blackhawk, a mudança reforça a estratégia da Jeep de atender ao consumidor brasileiro, que prioriza versatilidade sem abrir mão do desempenho.

    Acabamento e itens de série: o que muda?

    A versão flex mantém todos os 28 itens de série da Blackhawk, incluindo teto solar panorâmico, bancos em couro Nappa com costura contrastante, sistema Uconnect 5 com tela de 10,1 polegadas e pacote de tecnologias de segurança como controle de descida em declives e alerta de trânsito cruzado. A única alteração visível é a nova identificação ‘Flex’ no porta-malas, ao lado do logotipo do motor 2.0 turbo.

  • Sony mantém fim da mídia física no PlayStation: digitalização segue como prioridade mesmo com críticas

    Sony mantém fim da mídia física no PlayStation: digitalização segue como prioridade mesmo com críticas

    A Sony não recuou das críticas e manterá o plano de eliminar gradualmente a mídia física em seus consoles. A decisão, justificada pela crescente digitalização de jogos e conteúdos, foi reafirmada pela diretora financeira Lin Tao durante análise dos resultados financeiros do último trimestre fiscal, encerrado em 30 de junho de 2026.

    Digitalização como fator decisivo: o que a Sony prioriza

    Segundo Tao, a digitalização não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para o futuro dos games. A executiva destacou que o processo já está consolidado em diversos segmentos, como jogos, filmes e música, e que a empresa não vê alternativas viáveis para manter os discos físicos sem comprometer a eficiência operacional e a inovação.

    Críticas ignoradas? Entenda a estratégia por trás da decisão

    A Sony reconheceu que a medida gera insatisfação entre consumidores acostumados ao formato físico, mas minimizou o impacto ao afirmar que já esperava resistência. A justificativa central é a redução de custos logísticos e a simplificação do processo de atualização de conteúdos, além da maior segurança contra pirataria. A empresa sinalizou que investirá em iniciativas para fidelizar jogadores mesmo sem os discos, como programas de assinatura e experiências exclusivas.

    O que muda para os jogadores?

    Com o avanço do plano, os usuários terão que se adaptar a um ecossistema 100% digital. Isso inclui a necessidade de espaço em nuvem para armazenar jogos, a dependência de conexões estáveis e a perda da praticidade de revender ou emprestar mídias físicas. A Sony não anunciou prazos específicos para a total descontinuação, mas o ritmo atual indica que o processo será acelerado nos próximos anos.

  • Epic Games Store chega ao iPhone no Brasil com cashback de 20% e Fortnite de volta

    Epic Games Store chega ao iPhone no Brasil com cashback de 20% e Fortnite de volta

    Fim do embargo: Epic Games Store disponível para iPhones no Brasil

    A Epic Games Store desembarcou oficialmente no iOS brasileiro em 30 de julho de 2026, marcando a terceira região a receber a loja alternativa no ecossistema da Apple, após a União Europeia e o Japão. O lançamento foi viabilizado por um acordo firmado entre a Apple e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que flexibilizou as regras para lojas de terceiros no Brasil.

    Fortnite e cashback: estratégias para reconquistar usuários

    Com a estreia, a Epic Games reativa títulos como Fortnite nos iPhones, encerrando um hiato de mais de cinco anos sem acesso a seus jogos na plataforma. Para atrair os usuários, a empresa oferece um incentivo agressivo: desconto de 20% em todas as compras realizadas na loja, além de promoções exclusivas para os primeiros dias de operação. A loja é compatível com dispositivos rodando iOS 26.5 ou superior.

    Críticas de Tim Sweeney à Apple persistem

    Embora o acordo com o Cade tenha viabilizado o lançamento, o CEO da Epic Games, Tim Sweeney, voltou a criticar as condições impostas pela Apple para a instalação da loja alternativa. Segundo Sweeney, as exigências da gigante de Cupertino ainda são restritivas e limitam a liberdade dos desenvolvedores, mesmo após a abertura do mercado brasileiro.

  • Gasolina E32 chega aos postos: veículos flex não precisam se preocupar, mas importados e modelos antigos exigem atenção

    Gasolina E32 chega aos postos: veículos flex não precisam se preocupar, mas importados e modelos antigos exigem atenção

    A partir deste sábado, 1º de agosto de 2026, a gasolina comercializada no Brasil passará a ter um novo padrão: a E32, que contém 32% de etanol anidro em sua composição. A mudança, determinada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), representa um aumento de dois pontos percentuais em relação à mistura anterior (E30) e será válida inicialmente por 180 dias.

    Flexíveis seguem imunes às alterações

    Para a maioria dos motoristas brasileiros, a transição será imperceptível. Os veículos flex, que representam cerca de 80% da frota nacional, foram projetados para operar com variações significativas na proporção de etanol no combustível. Sensores e sistemas de gerenciamento eletrônico ajustam automaticamente a combustão, dispensando qualquer intervenção do proprietário. O impacto mais comum será um ligeiro aumento no consumo, reflexo do menor poder calorífico do etanol em comparação à gasolina.

    Importados e modelos antigos merecem atenção redobrada

    O alerta se direciona a uma parcela minoritária da frota: veículos exclusivamente a gasolina, especialmente importados e modelos mais antigos. Esses automóveis podem não estar preparados para a maior concentração de etanol, o que pode afetar o desempenho ou, em casos extremos, danificar componentes do motor. A recomendação é verificar o manual do fabricante ou consultar uma oficina especializada antes de abastecer com a nova mistura.