As cotações do etanol seguem em trajetória descendente no mercado paulista, pressionadas pela oferta abundante e pela demanda enfraquecida. A tendência contrasta com a medida anunciada na última terça-feira, 14 de julho, quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, válido a partir de 1º de agosto.
Demanda em baixa e oferta controlada
Apesar da decisão do CNPE, que tem validade inicial de 180 dias (com possibilidade de prorrogação), o mercado não reagiu positivamente. Segundo o Cepea, distribuidoras reduziram os volumes adquiridos em São Paulo na semana passada, enquanto em outros estados os estoques foram negociados com descontos ainda maiores para escoar a produção.
Fatores sazonais ampliam a pressão
A queda nos preços é agravada pelo período de férias escolares, que reduz o fluxo de veículos e, consequentemente, o consumo de combustível. A combinação de oferta crescente — impulsionada por safras recentes — e demanda retraída mantém as cotações em queda livre, mesmo com a expectativa de maior participação do etanol na gasolina nos próximos meses.

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