Rússia reconhece Brasil livre de febre aftosa sem vacinação: novo passo para o agro no mercado global

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A Rússia se tornou mais um ator internacional a reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, consolidando a credibilidade da pecuária nacional no cenário global. A decisão, oficializada em 13 de junho de 2026, reforça o status sanitário brasileiro e amplia as perspectivas comerciais para o setor.

Reconhecimento simultâneo com a China eleva a competitividade do agro brasileiro

O anúncio russo chega em um momento estratégico, apenas dois dias após a China emitir o mesmo reconhecimento. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a oficialização pela Rússia ocorreu em 13 de junho, enquanto a da China foi registrada em 11 do mesmo mês. Ambos os países destacaram a ausência de casos de febre aftosa nas últimas décadas e a adoção de protocolos rígidos pela defesa sanitária brasileira.

Impacto imediato: barreiras comerciais podem cair

Com o reconhecimento simultâneo de dois dos maiores mercados consumidores de carne, o Brasil ganha vantagem competitiva para expandir suas exportações de carne bovina e suína. Especialistas do setor agroalimentar estimam que a medida pode impulsionar as vendas para a Rússia em até 30% ainda este ano, além de facilitar acordos com outros países que exigiam o status sanitário sem vacinação.

Caminho até aqui: décadas de investimento em sanidade animal

O status de zona livre de febre aftosa sem vacinação foi construído ao longo de anos de investimentos em vigilância sanitária e rastreabilidade. Desde 2020, quando o Brasil iniciou o processo de certificação pela OMSA, o país vem consolidando seu protagonismo na produção de proteína animal com segurança sanitária. A Rússia, ao alinhar-se a essa certificação, sinaliza confiança no modelo brasileiro de controle epidemiológico.

Próximos desafios: manutenção do status e expansão de mercados

Apesar do avanço, o setor precisa manter os altos padrões sanitários para evitar retrocessos. O governo brasileiro já anunciou medidas adicionais de fiscalização em fronteiras e portos, enquanto negocia novos acordos com a União Europeia e países do Oriente Médio, que ainda exigem a vacinação contra a doença.

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