Categoria: Agro

  • Leite de jumenta ganha destaque como alternativa natural aos antibióticos na reprodução de equídeos

    Leite de jumenta ganha destaque como alternativa natural aos antibióticos na reprodução de equídeos

    A crescente ameaça da resistência antimicrobiana, considerada um dos maiores desafios globais da saúde, tem impulsionado a busca por soluções inovadoras na medicina veterinária. Na última quarta-feira (23/07/2026), pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) apresentaram avanços significativos em uma tecnologia que promete redefinir os protocolos de reprodução de equídeos.

    Uma solução natural contra a resistência bacteriana

    Coordenado pelo professor Gustavo Ferrer Carneiro, o estudo explora as propriedades antimicrobianas naturais do leite de jumenta para substituir ou reduzir a adição de antibióticos em diluentes seminais. A iniciativa, focada inicialmente na conservação de sêmen equino, pode ampliar seu escopo para outras aplicações na pecuária e na saúde animal, alinhando-se a demandas por métodos mais sustentáveis e menos agressivos ao meio ambiente.

    Impacto na cadeia produtiva e na biotecnologia

    A tecnologia em desenvolvimento pela UFRPE não apenas oferece uma alternativa aos antibióticos convencionais, mas também valoriza economicamente a cadeia produtiva dos asininos — animais tradicionalmente associados ao trabalho em zonas rurais. Com o potencial de otimizar a reprodução assistida em equinos e muares, a inovação pode atrair investimentos e fomentar pesquisas correlatas, consolidando o Brasil como referência em biotecnologias veterinárias de ponta.

    Próximos passos e implicações globais

    Os pesquisadores preveem que, em até três anos, os resultados poderão ser escalonados para aplicação comercial. Além disso, o estudo abre discussões sobre a viabilidade do leite de jumenta em outras áreas da medicina veterinária, como na produção de alimentos para filhotes de equídeos ou no combate a infecções em rebanhos. A iniciativa reforça a importância da pesquisa pública brasileira no enfrentamento de desafios sanitários globais, com soluções ancoradas na biodiversidade nacional.

  • Boi gordo atinge R$ 343,60/arroba em São Paulo: oferta escassa e frigoríficos em crise de escalas mantêm mercado em alta

    Boi gordo atinge R$ 343,60/arroba em São Paulo: oferta escassa e frigoríficos em crise de escalas mantêm mercado em alta

    O mercado físico do boi gordo registrou mais uma rodada de altas nesta quarta-feira (23 de julho de 2026), com a arroba atingindo R$ 343,60 em São Paulo — principal referência nacional. O movimento reforça a tendência de recuperação observada nas últimas semanas, impulsionada pela dificuldade dos frigoríficos em formar escalas de abate completas.

    Oferta restrita e demanda seletiva: os pilares da valorização

    A pressão altista persiste mesmo diante de um cenário de demanda doméstica menos aquecida, especialmente nesta segunda quinzena do mês, e de um ritmo mais lento nas exportações para a China. Segundo analistas, o esgotamento antecipado da cota tarifária chinesa já impactou as vendas externas, mas não foi suficiente para conter a escalada de preços no mercado interno.

    Terminação de animais em baixa e poder de barganha dos pecuaristas

    Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, destaca que a oferta limitada de bovinos prontos para abate — combinada à resistência dos produtores em negociar — segue como o principal fator de sustentação do mercado. “Os frigoríficos enfrentam dificuldade para fechar suas escalas, e essa escassez estrutural mantém as cotações em patamares elevados”, explica.

  • El Niño impõe desafios assimétricos ao agro brasileiro: enquanto o Sul afoga, o centro-norte seca

    El Niño impõe desafios assimétricos ao agro brasileiro: enquanto o Sul afoga, o centro-norte seca

    El Niño em ação: dois Brasis, dois problemas

    No Sul, a chuva que não para transforma lavouras em pântanos. No centro-norte, o sol implacável resseca solos e queima pastagens. O El Niño, fenômeno climático que altera a dinâmica das águas no Pacífico Equatorial, já está instalado e segue se intensificando, conforme dados consolidados em 22 de julho de 2026.

    Projeções indicam cenário crítico até 2027

    A NOAA e a Organização Meteorológica Mundial convergem em suas estimativas: há 97% de chances de o El Niño persistir até a primavera de 2027 no Hemisfério Norte — correspondente ao outono brasileiro. Para o trimestre decisivo entre outubro e dezembro de 2026, as projeções apontam 81% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade ‘muito forte’, com anomalias térmicas no Pacífico Equatorial superiores às registradas em eventos anteriores.

    Impactos assimétricos: cada região, uma ameaça

    No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o excesso de umidade já prejudica a colheita de soja e milho, com relatos de perdas por doenças fúngicas e germinação prematura. Enquanto isso, em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, a estiagem prolongada reduz a produtividade de pastagens, elevando os custos com suplementação alimentar para rebanhos. O café arábica, cultivado majoritariamente no centro-norte, enfrenta estresse hídrico, com risco de queda na qualidade dos grãos e redução de safras.

    Estratégias de mitigação entram em cena

    Agricultores do Sul apostam em sistemas de drenagem emergenciais e seguro agrícola para cobrir perdas. No centro-norte, técnicas de irrigação por gotejamento e plantio de cultivares tolerantes à seca ganham espaço. A Embrapa, embora não citada diretamente, tem desenvolvido pesquisas em variedades resistentes, mas a adaptação demanda tempo e investimento — recursos que nem todos os produtores possuem.

    Consequências além das porteiras

    A disparidade nos impactos regionais pode acirrar disputas por recursos hídricos e pressionar preços de commodities. Se o El Niño mantiver a intensidade projetada, a inflação de alimentos — já sensível — pode sofrer novos reajustes, afetando o bolso do consumidor e a balança comercial brasileira. O setor exportador, responsável por cerca de 50% do PIB agropecuário, vê-se diante de um cenário de incerteza quanto à oferta de grãos e carnes nos próximos meses.

  • Minerais bi-quelatados na ração de frangos elevam qualidade de carcaça e lucro do produtor

    Minerais bi-quelatados na ração de frangos elevam qualidade de carcaça e lucro do produtor

    A substituição de minerais inorgânicos por bi-quelatados na ração de frangos de corte pode ser um divisor de águas para a rentabilidade do produtor. Um estudo recente, que acompanhou oito milhões de aves em condições comerciais, revelou que o uso de zinco na forma de bi-quelato de metionina hidroxilada (como MINTREX®) reduz problemas de pele e tecidos, minimizando condenações de carcaças e aumentando o valor do lote.

    Impacto direto na rentabilidade do produtor

    O manejo nutricional das aves é um dos fatores mais críticos para a qualidade da carne e a aceitação no mercado. Problemas como dermatites, lesões e inflamações impactam diretamente a classificação das carcaças, muitas vezes levando à condenação parcial ou total. Ao optar por bi-quelatados, os pesquisadores identificaram uma melhora estrutural nos tecidos, reduzindo a incidência dessas condições e, consequentemente, aumentando o volume de carcaças aprovadas para comercialização.

    Estudo robusto e parcerias estratégicas

    Publicado sob o título ‘Zn–Methionine Hydroxy-Analogue Chelate supplementation improves carcass quality in broilers under commercial conditions’, a pesquisa foi liderada por Ana C. Ferreira, em parceria com a NOVUS, UFRGS e Bello Alimentos. O projeto analisou dados de oito milhões de frangos em ambientes comerciais, confirmando que a suplementação com bi-quelatados não apenas melhora a saúde das aves, mas também otimiza os resultados financeiros do produtor. Os resultados foram apresentados em julho de 2026, consolidando uma alternativa sustentável e economicamente viável para a avicultura brasileira.

  • Produtor rural trava batalha judicial contra Itaú e suspende dívida de R$ 12 milhões por quebra de safra

    Produtor rural trava batalha judicial contra Itaú e suspende dívida de R$ 12 milhões por quebra de safra

    Quebra de safra por estiagem abre brecha para defesa judicial

    A 12ª Vara Cível de São Paulo deferiu medida liminar em favor de um produtor rural, suspendendo a cobrança de contratos de crédito rural que somam R$ 12 milhões junto ao Itaú Unibanco. A decisão baseou-se em análise preliminar que identificou indícios suficientes para a aplicação do alongamento compulsório da dívida, diante da frustração de safra causada por eventos climáticos adversos.

    Danos comprovados em quatro culturas impactam capacidade financeira

    Documentos apresentados na Justiça demonstraram perdas expressivas nas lavouras de soja, milho safrinha, sorgo e café, todas afetadas por estiagem prolongada e condições climáticas desfavoráveis. Segundo o entendimento do juízo, a quebra de safra comprometeu a capacidade financeira do produtor, justificando a tutela de urgência concedida.

    Banco fica impedido de restringir crédito e promover execuções

    Além de suspender os pagamentos, a liminar proíbe o Itaú de restringir novos créditos ao produtor ou promover atos de expropriação das garantias oferecidas. A decisão, concedida em tutela antecipada antecedente, reforça o entendimento de que o impacto climático configura força maior, alinhando-se a regulamentações específicas do setor agrícola.

  • Do descarte à fertilidade: lã de ovelha uruguaia vira bioinsumo que revoluciona solos brasileiros

    Do descarte à fertilidade: lã de ovelha uruguaia vira bioinsumo que revoluciona solos brasileiros

    Uma solução nascida no Uruguai está ganhando espaço no Brasil como alternativa viável para a agricultura moderna, que busca reduzir a dependência de insumos químicos e reaproveitar resíduos agropecuários. O Fertilana, um bioinsumo produzido a partir de pellets de lã de ovelha sem valor comercial para a indústria têxtil, tem surpreendido produtores ao oferecer uma combinação inédita de benefícios: liberação lenta de nutrientes, melhoria na estrutura do solo e proteção natural contra pragas como moluscos, tudo sem a necessidade de defensivos sintéticos.

    De resíduo têxtil a solução agrícola

    Tradicionalmente, a lã de ovelha sem qualidade suficiente para confecção era tratada como descarte pela indústria. No entanto, pesquisadores uruguaios desenvolveram um processo de transformação desse material em pellets biodegradáveis, capazes de atuar como fertilizante orgânico por meses. O produto já é utilizado em culturas como soja, milho e hortaliças, com resultados que incluem aumento de até 30% na retenção de água no solo e redução de até 40% no uso de água para irrigação.

    Vantagens que vão além da nutrição

    Além de fornecer nitrogênio, fósforo e potássio lentamente, o Fertilana contribui para a formação de agregados no solo, melhorando sua porosidade e aeração. Outra propriedade notável é a capacidade de repelir moluscos como caracóis e lesmas, uma vez que a lã em decomposição libera compostos que desestimulam sua presença. Para a Embrapa, que já testou o produto em parceria com cooperativas gaúchas, a inovação se alinha à crescente demanda por sistemas agrícolas regenerativos, que priorizam a saúde do solo e a redução de externalidades ambientais.

    O futuro da agricultura sustentável?

    A adoção do Fertilana no Brasil ainda enfrenta desafios, como a logística de coleta da lã residual e a necessidade de certificação para uso em larga escala. No entanto, com a pressão por modelos produtivos mais circulares e a busca por insumos de baixo impacto, tecnologias como essa podem se tornar cada vez mais comuns. Enquanto isso, produtores de estados como Rio Grande do Sul e Paraná já relatam casos de aumento de produtividade em áreas antes consideradas esgotadas, sinalizando que a lã de ovelha pode ser a próxima grande aliada do agro brasileiro.

  • Saúde dos pets: a ciência por trás de uma alimentação que faz a diferença

    Saúde dos pets: a ciência por trás de uma alimentação que faz a diferença

    O equilíbrio que vira rotina nos lares

    Na última quarta-feira, 22 de julho de 2026, o Brasil registrava 160 milhões de animais de estimação, segundo dados do Censo Pet IPB — uma realidade que transformou a alimentação pet em pauta diária para milhões de famílias. Cães e gatos, agora tratados como membros da família, exigem mais do que ração qualquer: demandam fórmulas que dialoguem com suas necessidades específicas, desde a fase de filhote até a terceira idade.

    Proteínas, gorduras e muito mais: a receita do sucesso

    O segredo não está em ingredientes isolados, mas na sinergia entre eles. “O organismo funciona como um sistema integrado”, explica o médico-veterinário Guilherme Martins Contiero, executivo de vendas da MCassab Nutrição e Saúde Animal. “Qualquer desequilíbrio — seja por excesso ou falta — compromete a eficiência metabólica e a imunidade.” A proporção entre proteínas (essenciais para massa muscular), gorduras (fonte de energia), vitaminas, minerais, carboidratos e fibras deve ser calculada com precisão, considerando raça, peso e condições como gestação ou doenças crônicas.

    Da teoria à prática: como acertar na alimentação

    Tutores precisam ir além do apelo comercial. “A qualidade dos ingredientes e a biodisponibilidade dos nutrientes são tão importantes quanto a quantidade”, acrescenta Contiero. Fibras, por exemplo, regulam o trânsito intestinal, enquanto minerais como cálcio e fósforo fortalecem ossos — mas em doses inadequadas, viram vilões. Para cães idosos, a redução de fósforo pode prevenir problemas renais; já gatos, carnívoros estritos, necessitam de teores elevados de proteína animal de alta digestibilidade. A personalização, portanto, é a palavra-chave.

    Investimento que se paga em saúde — e no bolso

    Embora fórmulas premium tenham custo até 40% maior que opções convencionais, especialistas apontam economia a longo prazo. Dietas equilibradas reduzem visitas ao veterinário, tratamentos para alergias ou problemas articulares, e até prolongam a vida dos pets em até 20%, conforme estudos internacionais. “Um animal bem nutrido é um animal com menos doenças e mais qualidade de vida”, resume o veterinário. A lição é clara: quando o assunto é saúde pet, a pressa na escolha da ração pode sair cara.

  • Brasil expande fronteira da pecuária leiteira: Girolando chega a Botswana com genética e expertise

    Brasil expande fronteira da pecuária leiteira: Girolando chega a Botswana com genética e expertise

    Um marco na internacionalização da pecuária brasileira foi estabelecido nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, com a chegada das primeiras 189 novilhas Girolando a Botswana. O envio não se limita a animais de elite, mas representa a transferência de um modelo produtivo que transformou a raça em referência nos trópicos, consolidando o Brasil como exportador de genética e expertise.

    Da Fazenda Floresta ao primeiro projeto leiteiro de Botswana

    A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fazenda Floresta, renomada pela seleção genética da raça Girolando, e a Milk Valley Farm, empreendimento africano que busca estruturar uma cadeia leiteira moderna. O diferencial, no entanto, vai além da genética: o Brasil está exportando seu sistema de gestão, assistência técnica e décadas de conhecimento em produção leiteira tropical.

    Genética brasileira ganha novos horizontes

    A raça Girolando — resultado do cruzamento entre Gir e Holandês — já é reconhecida globalmente pela adaptabilidade e alta produtividade em ambientes tropicais. Ao levar o modelo brasileiro para Botswana, o projeto não apenas amplia a presença da pecuária nacional no continente africano, mas também abre caminho para replicação em outros países com condições climáticas similares.

  • Compost barn: sistema de confinamento leiteiro revoluciona consumo de água no campo

    Compost barn: sistema de confinamento leiteiro revoluciona consumo de água no campo

    O sistema *compost barn*, cada vez mais adotado por fazendas leiteiras brasileiras como alternativa ao pasto e semi-confinamento, impõe novos desafios operacionais — entre eles, a gestão da água. Diferentemente dos modelos tradicionais, esse tipo de confinamento, que prioriza o bem-estar animal com camas de serragem compactadas e ventilação controlada, altera a demanda hídrica das vacas, exigindo projetos de captação e distribuição meticulosamente dimensionados.

    A intensificação produtiva e seus custos ambientais

    A transição para o *compost barn* é parte de um movimento nacional de escalonamento na pecuária leiteira, impulsionado pela busca de maior produtividade e viabilidade econômica. No entanto, a falta de dados consolidados sobre o consumo diário de água por vaca em lactação nesse sistema — estimado entre 60 e 120 litros, segundo estudos preliminares — deixa produtores e engenheiros agrônomos em alerta. Sem um dimensionamento adequado, há risco de sobrecarga nos recursos hídricos ou, ainda, de estresse térmico nos animais, prejudicando a produção.

    Tecnologia no lugar da tradição: o futuro do leite brasileiro?

    A adoção do *compost barn* não se limita à escala produtiva: ela reflete uma mudança cultural nas propriedades rurais. A sucessão familiar no setor leiteiro, antes ancorada em práticas ancestrais, hoje depende cada vez mais de investimentos em automação, monitoramento ambiental e, sobretudo, em sistemas de gestão de recursos. A questão é: o Brasil está preparado para arcar com os custos — financeiros e ambientais — dessa transformação?

    Enquanto a pecuária leiteira nacional avança rumo à modernização, a ausência de pesquisas específicas sobre o consumo de água no *compost barn* torna-se um gargalo. Institutos de pesquisa e cooperativas do setor já sinalizam para a necessidade de estudos locais, adaptados às condições climáticas e às raças mais comuns no país, como a Holandesa e a Girolando.

  • Etanol volta a cair em SP mesmo com aumento na mistura da gasolina

    Etanol volta a cair em SP mesmo com aumento na mistura da gasolina

    As cotações do etanol seguem em trajetória descendente no mercado paulista, pressionadas pela oferta abundante e pela demanda enfraquecida. A tendência contrasta com a medida anunciada na última terça-feira, 14 de julho, quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, válido a partir de 1º de agosto.

    Demanda em baixa e oferta controlada

    Apesar da decisão do CNPE, que tem validade inicial de 180 dias (com possibilidade de prorrogação), o mercado não reagiu positivamente. Segundo o Cepea, distribuidoras reduziram os volumes adquiridos em São Paulo na semana passada, enquanto em outros estados os estoques foram negociados com descontos ainda maiores para escoar a produção.

    Fatores sazonais ampliam a pressão

    A queda nos preços é agravada pelo período de férias escolares, que reduz o fluxo de veículos e, consequentemente, o consumo de combustível. A combinação de oferta crescente — impulsionada por safras recentes — e demanda retraída mantém as cotações em queda livre, mesmo com a expectativa de maior participação do etanol na gasolina nos próximos meses.